top of page

Acerca de

iLQvaGXafkR2FpRK4Fqj.jpg

Voleibol Paralímpico

       Internacionalmente, o voleibol paralímpico é organizado pela World Organisation Volleyball for Disable (WOVD) – a anterior International Sports Organisation for Disabled (ISOD) - criada, em 1992. É afiliada à ISOD e ao Comité Paralímpico Internacional (IPC). 

 

       Existem duas vertentes neste desporto: 

  • O voleibol sentado, jogado por pessoas com deficiências motoras;

  • O voleibol em pé, igual ao voleibol praticado por pessoas sem deficiência, mas jogado por pessoas com deficiência auditiva e intelectual. 

      Atletas com amputações, lesões na medula espinal, paralisia cerebral, lesões cerebrais, aqueles que já tenham sofrido acidentes vasculares cerebrais, paralisia muscular, etc., podem competir no voleibol paralímpico sentado ou em pé.

       O voleibol sentado surgiu em 1956 e faz parte dos Jogos Paralímpicos desde 1980, na edição realizada em Arnhem nos Países Baixos, sendo que no início, esta competição destinava-se apenas a atletas masculinos. Só em Atenas, em 2004 é que as equipas femininas entraram no programa dos Jogos. As equipas são formadas por escalões mistos, tanto em jogos femininos como masculinos e com 6 jogadores em campo de cada vez. 

       Em competição estão atletas amputados, principalmente de membros inferiores, e com outros tipos de deficiência locomotora. Em vez de jogarem de pé como no voleibol regular, os atletas jogam sentados e durante o toque na bola, é obrigatório o contacto de um dos glúteos com o solo. É permitido o contacto das pernas de jogadores adversários, sem que as mesmas atrapalhem o jogo de algum dos atletas e só não é obrigatório o contacto com o chão durante os deslocamentos.

       O campo tem 10 metros de comprimento por 6 de largura, dividido em duas zonas – zona de defesa e de ataque – e com uma linha de ataque de 2 metros. A altura da rede também é inferior à utilizada na prática regular, sendo colocada a 1,15 metros de altura para equipas masculinas e a 1,05 para equipas femininas. 

       

       É permitida a realização de bloco, imediatamente, após o serviço.

       É jogado no sistema de sets tal como o voleibol regular. Assim,  um jogo é decidido à melhor de cinco sets , vencendo a equipa que conquistar três,  alcançando 25 pontos com, pelo menos, dois pontos de diferença da equipa adversária. 

       No voleibol paralímpico em pé, cada equipa é constituída por 4 jogadores e tem de haver sempre uma mistura de deficiências em campo, para igualar o nível do jogo. 

       Sistema de classificação desportiva 

       DEFICIÊNCIA MOTORA 

       Após serem considerados aptos para praticarem a modalidade, os jogadores são classificados em duas classes:

  • VS1 – Os atletas que apresentam um maior entendimento no desempenho dos gestos técnicos da modalidade;

  • VS2 – Os atletas que apresentam um entendimento mais reduzido no desempenho dos gestos técnicos da modalidade. 

 

       DEFICIÊNCIA AUDITIVA 

       Os atletas, para estarem aptos, no “melhor ouvido” devem ter uma perda de, pelo menos, 55db. Já as próteses auditivas, implantes e aparelhos equivalentes não podem ser usados em jogo. 

       DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

       Para os atletas serem considerados aptos para a prática do desporto no âmbito da deficiência intelectual deverá cumprir os seguintes critérios:

 

  • Quociente de Inteligência (QI) igual ou inferior a 75;

  • Limitações significativas nos comportamentos, expressos em três das seguintes áreas

    • Comunicação

    • Independência e cuidados pessoais

    • Vida doméstica

    • Capacidades sociais

    • Autonomia

    • Segurança e saúde

    • Escolaridade

    • Lazer e tempos livres

    • Utilização dos meios comunitários

       O diagnóstico deve ser efetuado antes dos 18 anos de idade.

bottom of page